Em mim existe uma “tela interior”, na qual as imagens que se formam em minha mente se manifestam primeiro, antes de serem transferidas para a tela externa no cavalete do meu ateliê. Essa cor púrpura flutuava inicialmente como uma nuvem difusa diante dos meus olhos internos e se condensou em formas vigorosas, atraindo outras nuances de cor e encontrando seu caminho para o mundo exterior. A imaginação de quem observa decide se “Rosa Purpura” é, para ela, um tom de cor ou uma flor de rosa púrpura que se abre diante de seus olhos.

